UMsobreTRêS


Como um país que ainda não aprendeu a lidar com o consumo e, consequentemente, com o lixo que produz, não sabemos respeitar o trabalho desses profissionais, que na verdade são agentes de limpeza.
São obrigados a uma jornada de trabalho que supera a pior das maratonas, correndo atrás dos caminhões, respirando a fumaça cancerígena do diesel e o odor podre do lixo, carregando e arremessando sacos pesados, mal amarrados, contendo o que há de pior que sociedade produz, consome e não sabe como descartar.
Aqui, misturamos de tudo: o vidro, o plastico, os metais, o papel, o papelão, o orgânico o inorgânico, o tóxico, o venenoso, o purulento, o contagioso, o pútrido, o mortal!
Salve, irmão da limpeza!
Peço desculpas pelo descaso, pelo desrespeito, pela falta de educação, pela arrogância, pela ignorância!
Somos uma pobre sociedade rica em preconceitos.
No lixo somos todos iguais.
Edgar Costa's photo.


Escrito por Cezar de Mercês às 16h22
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Sempre a mesma poesia.

Será que ele sabia que a poesia 

Não era tão boa assim?

Só mudava a cantoria,

Sempre nova a cada dia,

O que não era tão ruim.

As vezes era fantasia,

Piano confundia

O ébano e o marfim.

Mas, como eu lhe dizia,

Para que tanta folia,

Se tudo acaba? Fim.



Escrito por Cezar de Mercês às 03h30
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Flor-de Pedra (Cezar de Mercês)

Até a flor-de-pedra desabrocha
Quando a rocha

Se abre   em pétalas trincadas
Pr’ orvalho do tempo brotar.
Até a flor-de-pedra tem perfume
Quando o lume

Do fogo lhe beija em labaredas
Para tudo se queimar.
Até a flor-de-pedra nos anima
Quando aproxima

Os rios doo caminhos
Para gente atravessar.
E mergulhar da ponte,
Lá naquele monte 
Da ponta da Pedra-das-Oferendas.
Lá onde nasceu a flor por entre as fendas.

 



Escrito por Cezar de Mercês às 03h21
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Escrito por Cezar de Mercês às 03h18
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Escrito por Cezar de Mercês às 03h17
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Meu amor. 

 

Meu amor é puro,

Por isso, frágil.

Meu amor é intenso,

Por isso, assusta.

Meu amor é simples,

Por isso, confunde.

Meu amor é único,

Por isso, surpreende.

Meu amor é profundo,

Por isso, amedronta.

Meu amor é ingênuo,

Por isso, maltratas.

Meu amor é sério,

Por isso, brincas.

Meu amor é cego,

Por isso, me iludo.

Meu amor é eterno,

Por isso, pra sempre.


 



Escrito por Cezar de Mercês às 14h05
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Consolação

 

O fio da navalha é um caminho largo.

Nada mais me fere ou corta.

O que ficou para trás,

Já não me importa. 

A minha vida sempre foi assim,

Desde o início.

Me acostumei a olhar do alto cada precipício,

Sem medo da vertigem que atordoa.

Se quer saber

Se a minha vida é boa,

Venha andar comigo na garoa

Que se mistura ao meu suor honesto,

Porque, de resto,

Nada há de prestar, se eu não presto.

Então, preste atenção: cada cidade

É feita de ilusão, sem piedade!

Cravando no horizonte uma paisagem nua

E o som que gera em suas entranhas

Ganha a rua.

É o grito surdo de um feto mal formado.

Melhor então permanecer calado,

Ouvindo a sua estranha sinfonia.

Hoje caminhei pela Consolação.

No sentido de quem sobe, buscando a redenção.

Usando pernas, pulmão e coração.

 

 



Escrito por Cezar de Mercês às 19h59
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                                                                                                     Mr. Robert Johnson

Olha a mão do cara!

Garras tensas na precisão das notas.

Cara séria na imprecisão do mundo.

Olha os olhos do cara!

 O direito, menino assustado.

O esquerdo, de quem já viu de tudo. 



Escrito por Cezar de Mercês às 17h29
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Almas Gêmeas

 

Almas gêmeas.
Mesmo presos neste chão de concreto,
Nossos braços de folhas se entrelaçam.
Um dia, descansaremos à sombra do que fomos,
Amantes em cada estação do tempo.

 



Escrito por Cezar de Mercês às 23h10
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Dança

Nos Ventos da Mudança,

Na crença e na esperança,

Na fé no elemental,

No ser primordial,

Na amor em cada célula.

Liberta-se Libélula!

Seu espírito é imortal.


 



Escrito por Cezar de Mercês às 09h04
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Há quem diga que a vida é curta. Eu diria que ela é múltipla.

Agora mesmo comecei uma novinha. Com a vantagem de poder trazer comigo só as coisas boas.

As ruins, que não me interessam mais, estão amarradas na linha do tempo, num ponto que chamamos de passado.



Escrito por Cezar de Mercês às 15h40
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Poucas palavras.

E depois delas, o vazio.

Um vôo solitário pelo espaço frio.

 



Escrito por Cezar de Mercês às 15h13
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Queridos Amigos,

Andei afastado do meu blog, acho que catando a vida por aí.
Mas, o tempo foi passando e o que era ontem foi se perdendo.
Então, sinto que já está mais que na hora de retomar este espaço.
De reagrupar as idéias.
O ritmo ainda será lento, mas...
Até logo mais.

Escrito por Cezar de Mercês às 23h57
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Tuareg

 

 

Na aridez do teu útero

Ousei lavrar a flor:

Uma pequena rosa em teu deserto pleno,

Imerso em  tua infinita secura..

Da minha sede tormentosa construí oásis,

Cavei na areia o mar do meu naufrágio.

Permaneci vagando em meus delírios,

Enquanto ao longe as  caravanas

Despejavam na noite suas seculares orações.

 

 

 

 



Escrito por Cezar de Mercês às 22h53
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                        Mais hai-kais

               

                                 I

                 Palavras. Como têm poder!

                Você falou "fugir", "perder"

                 e não se lembrou de "viver".

                                  

                                II

                Reaprender a viver,

                com muito prazer,

                sem Prozac.

 

                               III

                 Decerto, no deserto

                 as tâmaras

                 estarão maduras.

 

 



Escrito por Cezar de Mercês às 17h46
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